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Comunicação Efetiva e Não Violenta

Uma comunicação efetiva percorre diversos trechos essenciais para que o conteúdo que sai de uma pessoa seja absorvido adequadamente por outra pessoa.

Para que isso aconteça, precisamos, antes de tudo, entender que cada um de nós é composto por um “kit” exclusivo que transforma o ambiente externo (sobre o qual temos uma limitação de ações) em significado interno, emoções e comportamentos (e sobre essa etapa interna, temos 100% de condições de controlar).

Este “kit” é composto principalmente por crenças, valores e experiências. Então, cada um de nós tem uma história, que foi registrada internamente através dessa lente de valores e crenças. E essa é a informação mais importante que vou trazer para você aqui:

Cada um de nós vê a vida com uma “lente” diferente. As perspectivas mudam.

Observe a imagem em destaque, extraída do site Arterocha:

Imagem: “Rua Movimentada”, de J. Emilio Rocha

Se pensarmos sobre as perspectivas, podemos visualizar essa mesma imagem sob diversas óticas. O motorista do carro tem uma visão diferente da cena que a criança que está ao seu lado. Assim como o ciclista também vê a mesma imagem de forma diferente do homem com a mão na cabeça.

O simples fato de você ter um obstáculo no caminho, ou uma velocidade de movimentação, ou estar virado para um lado diferente já lhe permite observar coisas distintas das outras pessoas.

E assim somos nós, no dia a dia. Cada um de nós está vivendo sua vida sob uma determinada perspectiva única. Um mesmo evento pode gerar diversas reações diferentes, justamente porque as pessoas enxergam e internalizam a informação conforme suas crenças, valores e experiências de vida.

Levando isso em consideração, então, vamos discorrer sobre COMO melhorar nossa comunicação e nossos relacionamentos:

1. Empatia: Capacidade de se colocar no lugar do outro. Às vezes alguém compartilha uma situação afirmando que é muito difícil de lidar e, para você, a solução é óbvia e simples. E aí, cabe você entrar no ambiente da empatia: Existem motivos para aquela situação ser difícil para outra pessoa. Por que será que é? Quais foram as experiências pelas quais essa pessoa passou que colocaram ela nessa situação de dificuldade? Quais são as regras (crenças e valores) DELA em relação ao assunto? Que traumas podem existir?

Não existe nada óbvio. Cada um de nós tem uma história diferente. Cada um de nós interpreta os fatos de um jeito único. A empatia nos permite respeitar essas diferenças.

VEJA, não estou falando de aceitar e concordar, estou falando de RESPEITAR.

2. Autoconhecimento: É nosso dever buscar entender por que fazemos o que fazemos e da forma como fazemos. Quando entendemos nossas regras, assumimos o controle sobre nossas reações e, consequentemente, sobre a qualidade da nossa comunicação e dos nossos relacionamentos.

Então, quando sentir raiva de alguma coisa ou de alguém, pergunte-se “por quê?” diversas vezes, até chegar nas regras que estão sendo testadas pela situação.

3. Assertividade: demonstração de segurança, decisão e firmeza nas atitudes e palavras. É dizer o que precisa ser dito de forma clara, contida, sem se colocar em uma posição de agressividade ou de passividade.

A boa comunicação também depende de conseguirmos nos posicionar, dizer o que pensamos e desejamos sem ferir ou desrespeitar o espaço e a opinião da outra pessoa.

4. Escuta Ativa: Base de uma boa comunicação interpessoal, a escuta ativa é uma atitude de interesse pela história que está sendo contada. Todos nós gostamos de atenção e de pessoas que se interessem por nós. E percebemos esse interesse através do comportamento do nosso interlocutor, quando ele se envolve, se emociona, explora o que estamos contando. Quando ele busca mais detalhes e envolvimento.

Assim como todos nós gostamos de ser ouvidos, todos nós também precisamos praticar e aprender a ouvir o outro integralmente, respeitando suas limitações, conhecimentos, crenças e valores.

E aí esbarramos no conceito da Comunicação Não Violenta, desenvolvida tecnicamente pelo psicólogo Marshall Rosenberg, que defende a priorização dos objetivos comuns, da parceria e do compartilhamento de poder para resolver conflitos de forma harmoniosa.

Ele busca distinguir algumas das nossas características de comunicação, como, por exemplo: observar e ouvir e não julgar; pedir ou exigir; sentir e falar da emoção ou opinar e impor a opinião. Ou seja, a Comunicação Não Violenta defende que

podemos buscar satisfazer nossos anseios e necessidades sem prejudicar outras pessoas, respeitando seu espaço, suas emoções e seus valores pessoais.

Objetivamente, podemos melhorar nossa comunicação quando expomos nosso ponto de vista e nossos valores mas, da mesma forma, ouvimos a outra pessoa. E, além disso, em conjunto (dupla ou comunidade), ao levar em consideração as necessidades e sentimentos de todas as pessoas envolvidas, com respeito e empatia, buscamos uma solução que beneficie ao máximo a todos, sem distinções ou julgamentos.

A Comunicação Não Violenta nos leva à integração de 4 pontos principais:

  1. Consciência: Princípios que nos levam a uma vida de colaboração, compaixão, coragem e autenticidade;
  2. Linguagem: Entendimento de como as palavras nos levam à conexão ou ao distanciamento;
  3. Comunicação: aprendendo como pedir pelo que queremos, como ouvir sem discordar ou julgar, como buscar soluções que atendam a todos;
  4. Influência: compartilhando poder com os outros ao invés de tentar impor poder sobre os outros.

Assim, conseguimos elevar nossas habilidades de uma vida de escolhas, significado e conexão, com mais empatia e relações mais satisfatórias e dividindo recursos para que todos possam se beneficiar.

A prática da comunicação não violenta ou da comunicação empática nos desenvolve como seres humanos, nos constrói como indivíduos com mais recursos internos e nos beneficia com relações mais saudáveis e satisfatórias, além de nos elevar a um padrão emocional mais tranquilo, agradável e seguro.

Tatiana Piagentini
Mãe de 2 cães, Machado de Assis e Fernando Pessoa, apaixonada por temas do empreendedorismo e do comportamento humano, sou Master Coach, com MBA em Business Coaching, Practitioner em PNL (Programação Neurolinguística), Formação Internacional em Presence Coaching com Robert Dilts e Richard Moss, com mais de 18 anos de experiência em Finanças Estratégicas e Controladoria em grandes empresas. Também fiz MBA em Finanças, Economia e Investimento pela FIPE-USP e sou Bacharel em Ciências Contábeis pela FEA-USP.

1 Comentário

  1. Erika Jocionis disse:

    Excelente texto.
    Parabéns !!!!

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