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Aprendendo a Amar

Conta-se uma história na qual um homem procurou seu mestre e disse:

– “Eu não amo mais a minha esposa, o que devo fazer?” 

E o mestre respondeu-lhe:

– “Apenas a ame”.

Por mais que a fórmula seja antiga, ainda temos muita dificuldade de entender. A visão romântica do amor arrebatador, extraordinário e inexprimível não condiz com a realidade e, a falta dessa compreensão causa grande sofrimento na vida de muitas pessoas. 

O que provoca esse turbilhão de emoções é a paixão que, diferente do amor, é efêmera e irracional. Confundir amor com paixão é extremamente perigoso.  O amor é um sentimento e, como tal, não poderia ser de fácil entendimento. No entanto, quando o compreendemos como fruto de nossas próprias escolhas, tudo muda de figura. 

As palavras do mestre da história acima, cujo autor desconheço, refere-se ao amor como verbo, ou seja, como ação. No livro “Diálogos sobre a afetividade” de Ivan Capelatto encontramos a seguinte definição:

…aprendemos a amar a partir do momento em que nascemos e da maneira como vamos ser cuidados pelas pessoas que nos desejaram.

O amor pode, pois, ser aprendido. E isso em qualquer tempo da existência humana.

E para os que discordam alegando que o amor é um sentimento natural, vale a reflexão: não se pode controlar os sentimentos, mas é possível controlar a reação que eles provocam. Isso muda tudo! 

O amor é um aprendizado que inclui atenção, cuidado e empatia, provocando amadurecimento e disposição. O amor é uma decisão das mais importantes, pois nos tira da “vida como ela é” e nos inclui ao grupo dos que arquitetam a própria vida.  

Algumas das situações que comumente causam dor podem, assim, ser vistas sob uma ótica diferente:  

A opção por manter um relacionamento sem amor

Um relacionamento amoroso define-se pelo nome, isto é, o amor é imprescindível. Não há sentido em manter um elo que, verdadeiramente, não existe; mas é totalmente viável dedicar-se a amar o outro, o que, como já dissemos, pode ser aprendido. Claro que para tanto é preciso determinar-se a amar:

a vontade é o elemento fundamental para o trabalho de reconstruir uma vida amorosa. 

O sofrimento por um amor não correspondido

O amor não é algo que se possa descartar ou que termine; quem realmente amou um dia, amará sempre. No entanto, esse sentimento pode se modificar através das decisões que fazemos na vida.

Por mais que os românticos associem amor ao sofrimento, o real é exatamente o contrário.

Assim, quando o amor causa sofrimento, isso precisa ser repensado. Quem ama sabe amar primeiramente a si mesmo e, portanto, entende que pode transformar esse sentimento, virar a página e reconstruir a própria vida.

A verdade é que desenvolvemos planos de ação para alcançar tudo o que desejamos e nos dedicamos a isso, mas para o amor queremos que simplesmente aconteça. Entretanto, podemos e devemos criar estratégias de comportamento que facilitem o nosso melhor desempenho amoroso, a fim de que os nossos relacionamentos sejam mais harmoniosos e felizes. 

O esforço vale muito a pena! 

Suely Buriasco
Educadora graduada em Estudos Sociais e pós-graduada em Docência Superior e Mediação de Conflitos. Trabalha como articulista de jornais há mais de quinze anos, sempre abordando temas que incentivam o autoconhecimento e a busca pelo equilíbrio, harmonia e sabedoria. Possui dois livros publicados pela "Novo Século"Editora": Uma Fênix em Praga e Mediando Conflitos no relacionamento a dois. Também é consultora em Mediação Corporativa, Mediação de Conflitos e Coach, atuando nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Agende sua consulta através do telefone 11 3254-7420 ramal 143 WhatsApp 11- 993514566

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